Acendi a vela de seu aniversário
Iluminei toda passagem
Sua cor é cor-de-rosa
Acho que eu prefiro o azul.
Sabe? Eu passei por alguns lugares tão cheios de dores
E eram elas de todas as cores
Parei por um instante agora, estou tentando entender
Não existe a confiança, aquela que é nela que se deva acreditar
E sabe? Eu me lembro que me lembraram de Jesus dizendo:
Eu me esqueci.
Teve dias que parei pra sorrir!
Não há mais algo que possa ser sarado, nem amor, nem dor
Nem tira com ironia, se preso: nem virar poesia.
Eu pulei corda estes dias, as meninas, os anjos e as crianças
E agora estou descendo uma montanha russa
Falando nisso: meus anjos, vamos brincar de ir pra infância
Eu vou pra França!
Ascender à vela do seu aniversário
Vou te ligar então. Lembre-se: você me deu o cartão
Iremos nos cumprimentar tão alegres, não vamos entrar em detalhes
Não será tempo, quando acabar, quando a vela apagar
Vai ser sempre como se fosse pra sempre ultima vez.
Estou pensando pouco sobre tanto, ou seria pouco sobre nada?
Melhor nem pensar.
Se escurecer e as velas acabarem, vou querer estar sozinha
Do mesmo tanto que te quero tanto.
Então que ninguém esteja lá, e meus segredos permaneçam
Não saberia eu falar-te sobre eles sabendo de que tudo sabem.
Sabe? Eu quero sentar na estrela mais próxima e admirar
Por que lá de cima eu vejo como milagre tudo se acalmar
E se ajeitar.
Vai ser sempre como se fosse pra sempre ultima vez.
Estou pensando pouco sobre tanto, ou seria pouco sobre nada?
Melhor nem pensar.
É melhor não pensar.
Luanna Peixoro
11/11/2011
























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